Como é feito o implante dentário depende do caso de cada paciente, mas o caminho segue etapas bem definidas: avaliação com exames, planejamento, cirurgia com anestesia local, cicatrização do osso e instalação da prótese. Entender essa sequência tira o medo do desconhecido e ajuda você a decidir com calma.

Neste guia, explicamos cada etapa em linguagem simples, sem prometer prazos fixos, porque o tempo varia de pessoa para pessoa. Quem decide o que é indicado é o dentista, depois de examinar a sua boca.

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Conheça o implante dentário em Fortaleza

Neste guia:

Como é feito o implante dentário, passo a passo?

O implante é um pequeno pino de titânio colocado no osso da mandíbula ou da maxila no lugar da raiz de um dente perdido. Sobre ele, mais tarde, é fixada a prótese. Se você quer entender o conceito antes do procedimento, leia também o que são os implantes dentários.

Na prática, o tratamento tem cinco momentos. Primeiro, a avaliação clínica e os exames. Depois, o planejamento. Em seguida, a cirurgia. Então vem a cicatrização, em que o osso se une ao implante. Por fim, a instalação da prótese e as revisões de manutenção.

Cada momento tem um motivo. Pular um deles pode comprometer o resultado, com um implante mal posicionado ou instável. Por isso, a pressa não ajuda.

## Por que a avaliação e os exames vêm antes da cirurgia?

Antes de qualquer cirurgia, o dentista examina dentes, gengiva e mordida e pede exames de imagem, como radiografia panorâmica e tomografia. Eles mostram a altura e a espessura do osso, a posição de nervos e seios da face e se há infecção ou doença periodontal escondida.

Essa etapa responde a uma pergunta simples: há osso e saúde bucal suficientes para receber o implante? Se houver cárie, inflamação na gengiva ou perda óssea, o problema é tratado primeiro. Em alguns casos, é preciso reconstruir o osso antes de colocar o implante.

É também nesse momento que você conta seu histórico de saúde, os medicamentos que usa e hábitos como o tabagismo. Tudo isso pesa no planejamento.

Como é a cirurgia do implante e a anestesia?

A cirurgia é feita com anestesia local, na própria cadeira odontológica. O dentista abre a gengiva, prepara um leito no osso, posiciona o implante e fecha a região com pontos. A duração varia com a complexidade do caso.

Durante a cirurgia, você não sente dor, porque a região está anestesiada. Depois que o efeito passa, é comum haver inchaço e desconforto por alguns dias, e o dentista orienta o que fazer. Podem ser indicados gelo, alimentação macia e repouso relativo.

O planejamento digital ajuda a definir a posição do implante antes da cirurgia. Quando indicada, a cirurgia guiada usa um guia feito a partir da tomografia para conduzir o posicionamento, e a decisão de usá-la é do dentista, caso a caso.

Quanto tempo leva a cicatrização do osso depois do implante?

Depois da cirurgia, o osso precisa se unir ao titânio, um processo chamado osseointegração. O protocolo clássico descrito por Brånemark, em 1977, previa de três a seis meses de cicatrização antes de carregar o implante. Uma revisão sistemática encontrou protocolos mais curtos, de 28 dias até os seis meses convencionais, a depender do tipo de implante, da densidade do osso e da estabilidade inicial (revisão sistemática sobre reabilitações precoces de implantes osseointegrados).

Ou seja, não existe um prazo único. O dentista estima o tempo na avaliação e acompanha a evolução com consultas e, se necessário, novos exames.

Enquanto o osso cicatriza, pode-se usar uma solução provisória, quando indicada, para você não ficar sem o dente. A escolha depende do local do implante e de como ele ficou firme no osso.

Como a prótese é instalada sobre o implante?

Quando o osso está integrado, o dentista instala um componente que liga o implante à prótese, o pilar, e depois fixa a coroa, a ponte ou a prótese maior. A cor e a forma são ajustadas para combinar com os dentes vizinhos e para a mordida fechar de modo confortável.

A prótese pode ser de um único dente, de vários dentes ou de toda a arcada, e cada situação tem um desenho diferente. Para quem perdeu todos os dentes, existem soluções fixas sobre implantes, que o dentista avalia conforme a quantidade de osso.

Depois da instalação, há ajustes de mordida e uma consulta de retorno. Não é só estética: a mordida bem equilibrada protege o implante do excesso de força.

Que cuidados o implante dentário exige depois?

O implante não tem cárie, mas a gengiva ao redor pode inflamar, e a inflamação, quando avança, atinge o osso. Esse quadro se chama peri-implantite. Um estudo retrospectivo da UNESP com 183 implantes, acompanhados por 8 a 10 anos, mostrou 97% de sobrevivência, mas um índice de sucesso menor, de cerca de 85% a 87%, porque aproximadamente 11% apresentavam peri-implantite (estudo da UNESP sobre implantes com superfície tratada).

A lição é prática: o implante precisa de higiene e de revisão. Escove com cuidado, use fio dental ou escova interdental conforme a orientação e mantenha as consultas de manutenção. Cigarro e gengivite sem tratamento são os maiores inimigos.

Uma revisão sistemática com meta-análise de 18 estudos, da Universidade de Liverpool, estimou a sobrevivência dos implantes em dez anos em cerca de 96%, com valores menores em pessoas com 65 anos ou mais e nas análises que consideram perdas de acompanhamento (meta-análise de sobrevivência de implantes em 10 anos). Esses números são médias de pesquisas: nenhum dentista pode garantir o resultado individual.

Quer aprofundar alguma etapa do implante dentário?

Cada etapa tem um guia próprio, com mais detalhes para quem quer entender melhor antes de decidir: