Fumar e ter diabetes são duas das perguntas mais comuns na hora de considerar um implante dentário, e a resposta curta para as duas é “depende do controle”, não um não definitivo. Entenda como cada condição afeta o tratamento e o que muda no planejamento.
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Fumante Pode Fazer Implante Dentário?
Pode, mas o tabagismo é um dos fatores de risco mais estudados para falha de implante. A nicotina reduz o fluxo sanguíneo na gengiva e no osso, o que pode prejudicar a osseointegração, o processo pelo qual o implante se firma no osso nas primeiras semanas após a cirurgia. Fumantes têm, em geral, risco maior de complicações do que não fumantes, mas isso não significa que o implante esteja descartado.
Muitos dentistas recomendam reduzir ou pausar o consumo de cigarro no período próximo à cirurgia e durante a cicatrização, já que esse é o momento mais sensível do processo. A conversa franca sobre o hábito na avaliação ajuda o dentista a planejar o caso com mais segurança.
## Diabético Pode Fazer Implante Dentário?Pode, e o fator decisivo é o controle da glicemia, não o diagnóstico de diabetes em si. Diabetes bem controlada não é contraindicação ao implante. Já a diabetes descompensada (com glicemia consistentemente alta) dificulta a cicatrização e aumenta o risco de infecção, o que pode levar o dentista a recomendar estabilizar os níveis de glicose antes de avançar com a cirurgia.
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Por Que a Avaliação Conjunta com o Médico Pode Ser Necessária
Em casos de diabetes ou outras condições sistêmicas, o dentista pode solicitar exames recentes ou conversar diretamente com o médico que acompanha o paciente antes de confirmar o planejamento. Essa comunicação entre profissionais é o que garante que a cirurgia aconteça no momento certo, com o paciente em condições favoráveis.
O Que Fumantes e Diabéticos Podem Fazer Para Melhorar as Chances
- Informar o dentista sobre o hábito de fumar e a frequência, sem omitir detalhes.
- Levar exames recentes de glicemia, se diabético, para a avaliação inicial.
- Seguir rigorosamente as orientações de higiene no pós-operatório, já que ambos os grupos têm risco aumentado de infecção.
- Comparecer a todas as consultas de acompanhamento, para identificar cedo qualquer sinal de alteração.